sábado, 28 de abril de 2012

Cunho sexual na propaganda


A mídia não mede esforços quando o assunto é vender, as empresas fazem de tudo para atingir seus objetivos, as agências muitas vezes ultrapassam o limite do bom senso fazendo campanhas apelativas que concerteza chocariam (ou não) o público. O exemplo a ser dado a seguir de que precisa-se muito de haver um limite entre o que é divulgado, a forma que é feita, e o impacto que irá causar no público no geral. A seguir irei mostrar exemplos de propagandas que foram proibidas de ser veiculadas devido ao cunho sexual que apresentam. 
A primeira é um comercial das balas Skittles, que querendo passar a ideia de que o produto é um momento de grande prazer, o colocam como ponto alto de uma relaçao sexual. O mesmo caso ocorre na segunda propaganda da empresa Sprite, o que muda é so a "posição" sexual apresentada na propaganda.
Propagandas assim deveriam ser proibidas, na minha opinião na mesa de criação e não esperarem o momento da veiculação para censurarem a mesma, a consciência deveria vir de dentro da agência, a partir das suas ideias.

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Comercial transfóbico

No início do mês de janeiro de 2012, a empresa neozelandesa Libra Tampons, lançou no ar o seu novo comercial de absorventes, até aí tudo bem. O fato preocupante da história é que o comercial mostra uma espécie de "disputa" em um banheiro feminino protagonizada por uma mulher biológica e uma drag queen, que tentam mostrar sua feminilidade, passando gloss labial ,rímel e arrumando os seios, a vencedora da tal disputa é a mulher que quase no fim do comercial tira da bolsa um pacote de absorventes da marca Libra Tampons, fazendo com que a drag queen se retirasse por ter encontrado uma coisa que ela não poderia utilizar pelo simples fato de não ser uma mulher de verdade.
O comercial gerou uma enorme polêmica, Cherise Witehira, presidente do grupo de direitos transexuais Agender NZ, contou ao jornal New Zealand Herald que a comunidade está enfurecida com o comercial “descaradamente transfóbico”. “É extremamente ofensivo porque diz que a única maneira de você ser uma mulher é menstruando. Obviamente não podemos menstruar. No entanto, nos identificamos como mulheres”. afirmou ele.
Preocupada com a repercusão negativa do comercial a empresa Libra Tampons se explicou dizendo que não teve a intenção de chatear nem de ofender ninguém, tirando a campanha do ar no dia 3 de janeiro.

Confiram abaixo o vídeo da campanha.

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Violência doméstica




             A violência doméstica é praticada dentro de casa entre indivíduos com parentesco civil ou parentesco natural. Pode ser caracterizada como violência física, violência psicológica, e violência socio economica.

Violência física : Envolve agressão direta ou destruição de objetos.
Violência psicológica: Envolve agressão verbal, ameaças, gestos e posturas agressivas.
Violência socio-economica: Envolve controle da vida social da vítima ou de seus recursos econômicos.

            Segundo o ministério da saúde, as agressões constituem a principal causa de morte de jovens entre 5 e 19 anos. A maior parte dessas agressões acontecem no ambiente doméstico.


O que fazer :

              O disque denúncia criou o Núcleo de Violência Doméstica no qual as equipes treinadas sabem como agir e o que falar nesses tipos de ligações, oferecem cursos de sensibilização, palestras informativas.


           Muitas mulheres continuam a apanhar por medo de denunciar o agressor, para não sofrer consequencias mais graves. Por isso, a violência doméstica só tem aumentando cada vez mais.

quarta-feira, 18 de abril de 2012


A propaganda vem ao receptor com a mensagem: Sky - Se você não tem pergunte pra quem tem!
No comercial é exibido o classico estereótipo do marido descansando assitindo à televisão e a esposa como dona de casa, limpando o chão de casa. Porém a esposa do comercial é a modelo Giselle Büchen (uma das mais cobiçadas mulheres pela sua beleza e peronalidade) e como se não bastasse ter ela como esposa, também fazendo os deveres como dona do lar limpando o chão, o marido pede a esposa que pegue uma cerveja e basta chama-la de maravilhosa e ela vai pegar.
Logo se assimila a idéia que ter a assinatura da Sky é melhor que ter a Giselle Büchen como esposa e ainda aproveita para brincar com o slogan neste contexto: Se você não tem pergunte pra quem tem!
Na atualidade sabemos que ter uma esposa como "dona do lar" não é nada comum, muito pelo contrário, as mulheres conquistaram espaço no mercado onde são reconhecidas em cargos de alto nível  enquanto muitos homens se ocupam com empregos de nixo menor do que as demais.
O lazer assitindo a televisão hoje em dia é disputado na familia pelo canal de entretenimento em sua grande parte.
Portanto, por mais pobre que seja a mensagem do comercial em conteúdo, ela é pouco subjetiva, sendo direta e grosseiramente falando atrai o receptor para o lado vulgar da maravilha de ser casado com a Giselle e de forma curta, sem ficar falando muito sobre as caracteristicas da Sky, ele sintetiza essa mensagem em siimplesmete: é bom, se duvida verifique você mesmo, pergunte a um vizinho.



.

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Jogada de Marketing?

No ano de 2009 a grife de roupas italiana Relish, que é uma rede de roupas femininas de linha jovem, com lojas em Nápoles, Bolonha e Milão, publicou as fotografias de sua nova campanha, que foi feita na cidade do Rio de Janeiro onde policiais cariocas “abordavam” modelos que usavam as roupas da marca. Fotografias que para os responsáveis pelo turismo no Rio denegriam a imagem da cidade, e faziam das mulheres uma espécie de objeto sexual e humilhação. O secretário de turismo, Antônio Pedro Figueira de Mello, disse que “Esse tipo de publicidade desrespeita não só a corporação da Polícia Militar como compromete a imagem do Rio de Janeiro e a dos próprios cariocas. É lamentável que fatos desrespeitosos e preconceituosos como esses ainda ocorram em pleno século XXI”.
O prefeito do Rio de Janeiro Eduardo Paes, apoiou Antônio Pedro da RioTur, agência de turismo carioca, na retirada das fotos da campanha nos outdoors da cidade, e disse que estavam trabalhando na valorização da imagem do Rio no exterior e que essa divulgação da grife Relish destruía parte dessa reputação que eles tentavam construir, considerando assim uma publicidade abusiva e totalmente de mal gosto.
A feminista Rose Marie Muraro, afirmou que as fotos geram consequências terríveis para a sociedade. “Existe uma tara masculina de que o amor está ligado à violência. E isso não é nada bom. Se eu fosse modelo, não aceitaria fazer esse tipo de foto”. - comentou.

A grife ainda tentou justificar a campanha dizendo não ter tido a intenção de estimular a violência contra a mulher, e muito menos de enxergá-la como um objeto sexual, porém no dia seguinte após o surgimento dessa polêmica, a sociedade italiana se manifestou contra a campanha levando a prefeita de Nápoles Rosa Iervolino a ordenar a retirada dos anúncios que estavam espalhados pela cidade. Não podemos dizer ao certo qual foi o objetivo da Relish com essa campanha, mas de uma coisa podemos ter certeza, gerou polêmica, e se gerou polêmica tornou a marca bem mais conhecida.




quarta-feira, 11 de abril de 2012

Juntos contra a violência infantil


" Violência infantil não é apenas agressão física: pode ser abordada por vários ângulos; várias causas/conseqüências. "
CONCEIÇÃO, Elaine Pereira; acadêmica do 4º semestre de psicologia da Faculdade de Quatro Marcos FQM

Apesar de várias campanhas contra a violência infantil, ainda há muito o que fazer. Cada vez mais são feitas denúncias contra esse tipo de violência, diminuindo as estatísticas de agressão contra as crianças. Para ajudar a combater a violência infantil, o público tem se manifestado nas redes sociais. No ano passado, no dia das crianças, 12 de Outubro, os usuários do facebook fizeram um manifesto contra a violência infantil, trocando as fotos do perfil do facebook pelo personagem infantil favorito. Mais de 100 mil perfis participaram da campanha.





          Além da campanha do facebook, vários países tem criado comerciais para combater a violência infantil. 



         Mas infelizmente comerciais e campanhas não são o bastante. Ainda há muitas denuncias de violência infantil de todos os tipos, inclusive abuso sexual. Mas se cada um fizer a sua parte, podemos lutar aos poucos, não só contra a violência infantil, mas todos os tipos de violência.


sexta-feira, 6 de abril de 2012

Mulher, a cerveja que desce redondo !


" Vivemos em um mundo visual, em uma sociedade de imagens, em uma cultura da mídia. Portanto é relevante para quem vive imerso em uma sociedade da mídia e consumo, aprender a conviver neste ambiente midiático, aprendendo como entender, interpretar e criticar os seus significados e imagens, resistindo a sua manipulação. " (Joice Fernanda)

A mulher hoje na publicidade, ocupa cada dia mais o papel da sensualidade e erotismo em propagandas que procuram atrair o publico masculino. Um exemplo clássico  são as propagandas de cerveja que expõem imagens degradantes e constrangedoras das mulheres, e a tratando como um 'objeto' sexual. Essa estratégia de marketing usada nas propagandas de cerveja, com mulheres maravilhosas, corpos semi-nus e bocas entre abertas, despertam o imaginário masculino, e desta forma o levam a uma associação quase que espontânea entre a mulher e a cerveja.




O uso de trajes minimos nos comerciais de cerveja mostram o quanto a mulher tem sido vulgarizada na midia.Esse tipo de violência simbólica de gênero vem trazendo indignação ao movimento feminista, que junto com alguns setores da sociedade vem conscientizando e criticando a forma com que a imagem da mulher vem sendo exposta na mídia. Existe um projeto de lei (PL nº11/2003) de autoria da deputada petista Iara Bernardi que veda o uso de imagens sensuais na publicidade, para que a veiculação e a associação da mulher (seu corpo mais precisamente) com o consumo de cerveja seja proibido.




" A televisão brasileira é alvo de críticas a respeito do conteúdo veiculado em sua programação, condenando-se, sobretudo, a exagerada exposição da sexualidade, em geral com uma dramatização que não corresponde à realidade, criando-se uma falsa expectativa e influência nas crianças e jovens. " ( Iara Bernardi )

Essa ilusão afeta não só homens que procuram a mulher "perfeita", mas também as mulheres que querem ser desejadas e assim procuram essa beleza e bem-estar mostradas nos anúncios e propagandas de televisão para atrair os homens.Em fim, deixo aberto debates sobre o assunto, que precisam de uma atenção maior do público feminino e da sociedade em geral. Deixo aqui a frase que me chamou muita atenção para que todos possam refletir : " alguns publicitários e anunciantes ainda insistem em produzir anúncios que retratam a mulher como objeto, uma vez que se torna evidente que este estereótipo não convence as mulheres contemporâneas "


quarta-feira, 4 de abril de 2012

UFC


Primeiro post do blog, e antes de abordar o assunto a ser tratado hoje farei uma pequena explicação quanto ao conteúdo do blog.
Quando falamos em violência na publicidade, a ideia que parece ser proposta nos remete aos tipos de violência física expostos nos canais de comunicação, anúncios publicitarios e afins. O tema em questão é bem amplo e é isso que iremos discutir, não só a violência física propriamente dita, mais a violência verbal, mental, a violência contra os valores éticos e morais da sociedade, a incitação a violência através desses meios, dentre outros.
O MMA é hoje sem sombra de dúvidas o esporte que mais vem crescendo e reunindo uma legião de fãs, praticantes e espectadores pelo mundo, no Brasil o "UFC" já ocupa a posição de segundo esporte mais assistido. O MMA é um esporte que envolve técnica, anos de estudo, dedicação, mais tambem muita pancadaria e muito sangue. Como todo grande esporte, se torna uma grande mídia de divulgação de algumas marcas e seus ideais visando um maior lucro. A divulgação desse tipo de evento pode ser comparada a uma frase dita por Julio César "Para o povo, pão e circo!" (dita em algum momento ante a insatisfação do povo e uma possível rebelião), o circo a que se referia o imperador romano era o coliseu, onde eram travadas batalhas até a morte por gladiadores, única e exclusivamente para o entretenimento do público, o que pode ser comparado com dois lutadores treinados dentro do octógono a fim de vencer a disputa, a diferença são as regras, a presença de um juiz e que as lutas são de livre escolha dos participantes, porém o "povo" em busca de sangue e pancadaria pode se dizer que é o mesmo de Roma a milênios atrás. A incitação a violência mesmo que de forma subentendida é clara, pois de uma forma ou de outra o MMA é um esporte violento, e essa é a forma de atração do público, um fetiche, uma vontade do espectador de estar ali ou de presenciar aquilo. Deixando claro que isso é uma analise em cima do mundo publicitário e dos meios de comunicação em cima do MMA, não faço críticas ao esporte (pelo contrário sou um defensor, admirador e possível praticante), que tem seus lados de inclusão social, disciplina, etc, que não são tão enfatizados pela mídia. Cabe a nós publicitários, espectadores, saber até onde vai o "limite" da forma de divulgação desse e de outros esportes de contato, e até onde nos deixaremos ser influenciados por essa publicidade abusiva e que incita a violência
.